A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou neste sábado (26) que considera “injusto e arbitrário” o pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação do órgão. A solicitação inclui prisão preventiva e busca e apreensão.
A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência da República pelo PL-RJ também pediu a abertura de inquérito por suspeita de crime eleitoral. A notícia-crime foi protocolada na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), com referência ao artigo 323 do Código Eleitoral.
A Secom disse que Marques fez a manifestação em caráter pessoal, por meio de um perfil particular, fora do horário de expediente e usando equipamento próprio. Para a secretaria, Flávio Bolsonaro “distorce os fatos e ignora deliberadamente” essa circunstância ao atribuir a republicação ao governo.
O caso envolve publicações sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Flávio Bolsonaro acusa o servidor de disseminar informações falsas a respeito do tema. Na nota, a Secom manifestou “repúdio e profunda preocupação” com o que classificou como patrulhamento e censura impostos à população e reafirmou o compromisso do governo com a liberdade de expressão e de religião.
Pedido de investigação
A defesa do candidato afirma que as publicações tiveram impacto no eleitorado evangélico e católico a nove dias do primeiro turno. Segundo a petição, o intervalo entre as postagens indicaria a atuação de uma rede coordenada.
O documento cita 29 perfis e figuras públicas que teriam impulsionado a narrativa nas redes sociais. Entre os nomes estão Rogério Correia, vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados; os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys; a deputada estadual Lohanna França; o deputado distrital Chico Vigilante; e o humorista Antônio Tabet.
Além do inquérito, a defesa solicitou à PGE ofícios para que Meta e X forneçam dados cadastrais, endereços de IP, e-mails e telefones associados aos perfis mencionados nos últimos dois meses. Também pediu o recolhimento dos aparelhos eletrônicos de Marques e seu afastamento das funções públicas.
A representação atribui ao servidor a republicação de uma mensagem que orientava a continuidade das postagens sobre o tema religioso, mesmo após esclarecimentos divulgados na imprensa. O boato relacionava a Flávio Bolsonaro uma proposta para mudar o título de padroeira do Brasil. O projeto mencionado havia sido apresentado em 2007 pelo ex-deputado Professor Victório Galli e arquivado na Câmara dos Deputados em 2008.








