Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, manifestou preocupação com uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A declaração ocorreu após Luiz Inácio Lula da Silva abordar o tema na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em entrevista à TV Record na última terça-feira (22), Santos relacionou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma tentativa de influência sobre o Brasil. “Agora quer interferir no Brasil”, afirmou. Ao ser questionado sobre o discurso de combate às facções criminosas e a aproximação da extrema direita com Trump, disse que as forças policiais brasileiras serão responsáveis por combater o crime organizado no país.
Horas antes, Lula havia declarado na ONU que o Brasil voltava a presenciar ingerência externa em processos eleitorais. O presidente também afirmou que diferenças ideológicas não deveriam impedir a integração entre países vizinhos e que a democracia estava em xeque.
Grupo liderado pelos EUA
O grupo Escudo das Américas, mobilizado e liderado pelos Estados Unidos, anunciou um acordo para classificar formalmente facções narcotraficantes como ameaças compartilhadas e transformá-las em alvos de sanções. A aliança reúne países governados pela direita ou pela extrema direita em três continentes.
Fazem parte do grupo Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago e Estados Unidos.
As campanhas de Lula e Renan também apontam como exemplo de interferência direta no pleito o suposto financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro pelo RockBridge Network, grupo sediado nos Estados Unidos e fundado pelo vice-presidente do país, JD Vance, em 2019.
No dia 13 de setembro, o PT apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação para pedir investigação sobre a relação entre a campanha de Flávio e o grupo. A campanha nega ter recebido recursos da organização.
André Marinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro e filho de Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, apresentou ao RockBridge Network um relatório sobre as terras raras brasileiras. Renan afirmou ainda que o grupo já mantém relação financeira com a campanha de Flávio. A legislação brasileira proíbe doações estrangeiras a candidatos.








