SÃO PAULO — O jantar com o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá mais de 500 empresários confirmados. O encontro está marcado para a noite desta sexta, 25, em São Paulo, e deverá reunir controladores de grandes empresas, executivos de primeiro escalão e representantes de associações empresariais.
A adesão alterou a organização do evento. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) suspendeu o sistema de confirmação de presença, enquanto os organizadores — Esfera, Prerrogativas e Parlatório — precisaram administrar e reduzir as listas de convidados.
O jantar, inicialmente planejado para cerca de 200 pessoas no Hilton, foi transferido para o Tivoli Mofarrej, que tem maior capacidade. O serviço em mesas também foi substituído pela disposição dos convidados em fileiras.
Entre os empresários esperados estão Joesley Batista e Gilberto Tomazoni, da JBS; José Seripieri Jr, da Amil; Gustavo Pimenta, da Vale; Benjamin Steinbruch, da CSN; Milton Maluhy, do Itaú; Gilson Finkelsztein, do Santander; Ricardo Lacerda, da BR Partners; David Feffer, da Suzano; Sergio Zimerman, da Petz; e Paulo Kakinoff, da Porto Seguro.
Economia no centro das expectativas
Pessoas que participarão do encontro afirmam que a presença de empresários não representa endosso ou aval à candidatura de Lula. O interesse, segundo elas, é ouvir propostas econômicas que foram pouco discutidas durante a campanha para as eleições de 2026.
As expectativas se concentram em diretrizes concretas para a política fiscal, além de segurança jurídica e previsibilidade. No dia 12, durante comício em Curitiba, Lula afirmou que “para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit”.
Uma fonte envolvida na organização avaliou que um discurso genérico, sem orientação sobre a política econômica, poderia frustrar os participantes. Também há expectativa de discussão sobre a proibição das bets, anunciada nesta semana pelo governo. O tema é considerado relevante para o varejo diante do endividamento da população e da percepção de que as apostas online contribuíram para reduzir o poder de compra.
Estão previstos discursos de Carlos Vieira, presidente da Caixa; Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Dario Durigan, ministro da Fazenda; Lula; e Geraldo Alckmin, vice-presidente da República. Três empresários farão perguntas à equipe econômica, mas os nomes ainda não foram definidos.
Também participarão ministros de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Gestão e Inovação; Saúde; Justiça; Planejamento; Casa Civil; Educação; Minas e Energia; além do Advogado-Geral da União e do controlador-geral da União.








