Osasco, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Osasco 15°C 13° / 17° Mega-Sena 3061: 24 · 25 · 28 · 37 · 47 · 55
A economia que move o interior
Centro-Oeste

Mãe de namorado de Isabelle Caracristi deixa cargo na administração prisional do Ceará

Sara Regina Alexandre Munhoz foi exonerada de função na SAP; filho dela está preso sob suspeita de violência psicológica e ameaça.

Mãe de namorado de Isabelle Caracristi deixa cargo na administração prisional do Ceará
Foto: Reprodução

Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João Munhoz Neto, foi exonerada na terça-feira (22) do cargo de direção e assessoramento da Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional, vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP). A pasta informou que o afastamento da função de coordenadora é uma medida estritamente administrativa.

João Munhoz, namorado da estudante Isabelle Caracristi, foi preso preventivamente na mesma data, sob suspeita de violência psicológica e de não colaborar com as investigações, conforme a Polícia Civil. A corporação não informou se Sara é investigada por envolvimento no caso.

A mãe de João estava de licença médica desde 10 de agosto deste ano, segundo a SAP. No domingo (20), o celular e um tablet dela foram apreendidos para perícia.

Investigação sobre a morte

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta na noite de 13 de setembro, no pátio do condomínio onde morava com João e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A investigação indica que ela se atirou do rooftop do prédio, mas a Polícia Civil afirma que outras possibilidades ainda não foram completamente descartadas.

A Perícia Forense do Estado do Ceará identificou lesões compatíveis com o impacto contra o solo. Segundo a perícia, os exames laboratoriais feitos na vítima tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. O corpo não apresentava sinais de violência.

Investigadores encontraram indícios de violência psicológica e comportamento controlador por parte de João, com base em depoimentos. O delegado-geral Márcio Gutiérrez afirmou: “Os depoimentos apontam relacionamento abusivo, violência psicológica.”

Ainda segundo os relatos reunidos pela polícia, João teria tentado afastar Isabelle do convívio com outras pessoas. No dia seguinte à morte, ele teria voltado ao condomínio para buscar o celular dela. O apartamento teria sido limpo e colocado à venda. João também teria proibido a entrada de familiares da estudante no imóvel e saído do local com malas.

Nos dias seguintes, ele mudou de endereço e não constituiu advogado. O bacharel em Direito compareceu à delegacia somente 8 dias após a morte, acompanhado de uma advogada. A defesa afirma que ele havia se apresentado voluntariamente, entregue o celular e informado que poderia ser ouvido quando fosse necessário.

Mais de 700 vídeos são analisados pela Polícia Civil. Não havia câmeras de segurança no rooftop, mas imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas, segundo Márcio Gutiérrez, corroboram a conclusão sobre a queda.

O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados à investigação tramitam em segredo de Justiça. A advogada Lígia Peixe disse que João está fragilizado e sob efeito de remédios, sem especificar quais.

Isabelle cursava o segundo semestre de Direito. Ela havia estagiado por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu João. Em agosto, solicitou o desligamento por razões de ordem pessoal, conforme a empresa.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5